Uma investigação explosiva da ProPublica acaba de lançar luz sobre táticas obscuras e violentas utilizadas pelo Departamento de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).

O relatório documenta mais de 40 casos de agentes utilizando manobras de estrangulamento e outras técnicas de contenção respiratória que são explicitamente proibidas pelas diretrizes federais.
O que torna o cenário ainda mais grave é que o alvo dessas táticas não são apenas imigrantes indocumentados: a reportagem confirma que cidadãos americanos e até menores de idade estão sendo vítimas dessa violência.
As Revelações Mais Chocantes do Relatório
De acordo com a investigação liderada pela repórter Nicole Foy, o uso dessas técnicas — que podem ser fatais — ocorreu em diversas cidades sob a atual política de deportação em massa.
- Vítimas Americanas: Pelo menos 170 cidadãos americanos foram detidos por agentes de imigração apenas no último ano. Em um dos casos citados, um jovem de 16 anos foi colocado em um estrangulamento enquanto seu pai era imobilizado com um joelho no pescoço.
- Técnicas Banidas: Agentes foram flagrados usando o “chokehold” (estrangulamento direto) e o “carotid hold” (pressão na artéria carótida). Ambas as técnicas foram restringidas pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) em 2023, após os protestos nacionais contra a violência policial.
- Anonimato e Máscaras: A reportagem destaca que muitos agentes operam mascarados e sem identificação visível, dificultando a responsabilização por abusos cometidos durante as operações.

O Impacto nas Cidades e a Reação Pública
O clima em cidades como Chicago, Los Angeles e Minneapolis é de tensão constante. Recentemente, a morte de uma cidadã americana em Minneapolis durante uma operação do ICE gerou uma onda de indignação que atingiu até setores conservadores.
“Estamos nos tornando a Gestapo?” questionou o podcaster Joe Rogan, refletindo o desconforto crescente com a agressividade das operações federais que parecem ignorar direitos constitucionais básicos.



